sábado, 4 de abril de 2009

A biodversidade de borboletas



As borboletas têm diferentes cores e tamanhos, apresentam padrões que podem fazer com que elas sejam confundidas com o lugar onde pousam. A regra também vale para aquelas que possuem cores metálicas e brilhantes. Essas características despertam à atenção de colecionadores, pesquisadores e do público leigo. O tempo de vida delas pode ser de um dia ou até de vários meses. Algumas espécies têm um importante papel: atuam como polinizadoras da floresta, ou seja, dispersam o pólen das flores e promovem a reprodução das plantas pela mata.
Dois novos estudos da floresta Amazônica demonstram que as florestas plantadas e as florestas de crescimento secundário têm menores contagens de espécies de borboletas, répteis e anfíbios que as áreas de floresta primária adjacentes. A pesquisa tem implicações importantes para a conservação da biodiversidade tropical, em um mundo onde floresta virgem é cada vez mais substituída por florestas secundárias, plantações industriais e paisagens agrícolas.
As borboletas constituem um importante grupo da família dos insetos e pertencem à ordem dos Lepidópteros, termo que significa literalmente “asas em escamas”. As escamas são coloridas e sobrepostas, formando desenhos intricados de rara beleza. As cores podem ser fortes, suaves, metálicas ou iridescentes, formadas por diferentes pigmentos e micro-texturas que, devido aos efeitos de refração e difração da luz incidente, conferem nuances das mais variadas tonalidades nas asas desse lindo animal.
Como os insetos, têm o esqueleto por fora do corpo, chamado exoesqueleto, que não apenas forma a estrutura de suporte, mas também revestem todo o corpo do animal, impedindo a perda de água, protegendo-as da desidratação total e das pressões ambientais.
Nas regiões tropicais, encontramos o maior número de espécies e as maiores e mais belas borboletas e mariposas, visto que o clima quente, a umidade e a grande variedade de plantas oferecem a elas condições ambientais favoráveis e alimento em abundância.
As borboletas variam em tamanho desde as mais minúsculas com cerca de 3 milímetros de tamanho Phyllocnistis spp até as maiores com pouco mais de 30 centímetros Attacus Atlas ou a Ornithoptera alexandrae com 28 cm de uma extremidade a outra de suas asas.
Ciclo de vida:
A transformação da freqüentemente feia e bizarra lagarta em uma elegante borboleta é realmente um dos milagres executados pela Natureza.
No ciclo de vida, ss borboletas processam uma metamorfose completa em quatro fases bem definidas e bastante distintas como ovos, larvas, crisálidas e adultas.

NUNCA tente pegar uma borboleta com as mãos, pois suas asas por demais delicadas perdem as escamas que saem como se fossem um finíssimo pó ou podem se romper facilmente condenando-a a não mais voar. Não tocá-las, reflete mais um gesto pessoal de gentileza que de consciência ecológica. As borboletas dependem do vôo para concluir seu ciclo vital.

Assim como imaginam os poetas, as borboletas são muito delicadas. Delicadas, encantadoras e coloridas. Quando em vôo errante, parecem brincar entre as flores dos jardins como poetizou Vinícius de Moraes em seu poema As Borboletas - "brincam na luz as belas borboletas". Ao brincarem na luz, parecem cores esvoaçantes, flores que voam ou luzes aladas . . . são por demais delicadas, gentis e sua metamorfose é um inefável mistério. Ninguém consegue ficar indiferente, ao deparar-se, em um jardim, com essa maravilhosa combinação - flores e borboletas! Uma associação perfeita . . . maravilhosa!

Há algo de verdadeiramente mágico, na transformação de uma lagarta em uma bela borboleta. Mais que uma mudança, sugere mesmo uma transmutação. Algo bem profundo. Ao se fecharem em si, como crisálida, fecham-se para o mundo e isso permite toda essa transformação, que vem de dentro para a superfície. Elas bem guardam isso, como íntimo segredo. Dentro do casulo, acontece esse momento mágico, sutil que explode em rara beleza,´pois, entre as belezas e mistérios dos jardins, quem quer que tenha imaginado as fadas certamente se inspirou nas delicadas e graciosas borboletas.

domingo, 29 de março de 2009

Zoneamento ecológico econômico (ZEE)



O Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE) é um instrumento que dispomos - o Governo do Estado, o setor produtivo e a sociedade - para organizar o processo de ocupação sócioe conômica.
O desafio é identificar e documentar, com ampla participação da sociedade, o potencial e a limitação do uso sustentável dos recursos naturais de cada palmo da nossa terra.
Desenvolvimento sustentável é o desenvolvimento que atende às necessidades do presente, sem comprometer o direito de uso dos recursos naturais pelas gerações futuras.
Vamos consolidar o ZEE como instrumento básico e referencial para o planejamento e gestão do processo de desenvolvimento, identificando a potencialidade de cada região e orientando os investimentos do governo para que sejam feitos de acordo com a vocação natural de cada sub-região.
Dando espaço para o extrativismo, a agroindústria e também para a agropecuária. O valor do nosso potencial natural é inestimável, porém é necessário conhecê-lo melhor para usar de forma adequada.
Ninguém pode mais ignorar que a ecologia está relacionada aos aspectos econômicos e sociais.
O conhecimento técnico-científico, é instrumento fundamental para que se possa planejar a exploração dos recursos naturais, com a conservação da biodiversidade.
Baseados no ZEE, o Governo, o setor produtivo e a sociedade terão que orientar suas decisões e atuações, tendo como foco as verdadeiras fontes de sobrevivência econômica dos estados.
Serão elaborados, ainda, relatórios e cartas, com detalhamento sobre a "Vulnerabilidade Ambiental", a "Potencialidade Social" e "Ordenamento e Gestão do Território".
O desenvolvimento sustentável do Estado é um desafio enorme para ser conduzido como amplo movimento social.
O ordenamento do processo de ocupação sócio econômica do território acreano é uma exigência inadiável da sociedade.
O ZEE está diretamente vinculado ao gabinete do governadorsob a coordenação da Secretaria de Estado de Planejamento e da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente.
Para o Governo Estadual é vital que os trabalhos do ZEE sejam norteados por cinco princípios:

Participativo: os atores sociais devem intervir durante todas as fases dos trabalhos, desde a concepção até a gestão, com vistas à construção de seus interesses próprios e coletivos, para que o ZEE seja autêntico, legítimo e realizável;

Eqüitativo: igualdade de oportunidade de desenvolvimento para todos os grupos sociais e das diferentes regiões do nosso Estado;

Sustentável: o uso dos recursos naturais e do meio ambiente deve ser equilibrado, buscando a satisfação das necessidades presentes sem comprometer os recursos para as gerações futuras;

Holístico: abordagem interdisciplinar para integração de fatores e processos de modo a facultar a elaboração do ZEE, considerando a estrutura, a dinâmica ambiental e econômica, bem como os fatores histórico-evolutivos do patrimônio biológico e natural do Estado;

Sistêmico: visão que propicie a análise de causa e efeito, permitindo estabelecer as relações de interdependência entre os subsistemas físico-biótico e sócio-econômico-cultural.


Essencial para preservação do meio ambiente:
A visão macrorregional também orienta o uso dessa ferramenta de ordenação, que é parte, por exemplo, do Projeto de Revitalização do Rio São Francisco – terceira maior bacia hidrográfica do Brasil, ameaçada por esgoto, garimpo, fertilizantes, barragens e tantos outros impactos. No São Francisco, o processo de Zoneamento foi aprofundado: especialistas em biodiversidade, ecologia da paisagem e geoprocessamento definiram alguns alvos de conservação, além de pesquisadores e ONGs que revelaram informações sobre a distribuição das espécies selecionadas, criando-se cerca de 1,5 mil registros de fauna e flora ameaçadas e endêmicas. Os dados foram cruzados com mapas de cobertura vegetal remanescente, ocorrência de cavernas, entre outros, e só então definida a relevância biológica de cada porção do território. Os mapas permitiram construir então três propostas de cenários, com oportunidades e ameaças de conservação.

O Ministério do Meio Ambiente e da Integração Nacional, junto com outros órgãos da administração pública, também apresentaram uma proposta de ZEE para a região de influência da BR-163 (Cuiabá - Santarém) – 330 mil hectares da área conhecida como distrito florestal sustentável. O relatório, um retrato das limitações e potencialidades locais, apresenta quatro cenários possíveis, partindo do caos até algo mais próximo da situação ideal. Ferramenta para ser utilizada pelo poder público do Pará, e que apresenta sugestões inéditas, como a proposta de exploração de granito ornamental no Sul do Pará e gradações tipológicas de atividades econômicas à medida que se aproximam de Terras Indígenas e Unidades de Conservação.

Para chegar a conclusões como estas, o ZEE depende de um longo processo de consulta pública, que no caso dos estados ocorre em audiências públicas antes do documento seguir para aprovação na Assembléia Legislativa. No Mato Grosso, após 18 anos de discussões, a proposta de ZEE foi apresentada este ano pelo governador, Blario Maggi, com um desenho que prevê até 27% do território para áreas protegidas. Em audiência preliminar com mais de 40 entidades de vários setores, o texto já produziu polêmica reação do agronegócio. O debate ainda se estende por mais 12 audiências antes de seguir ao plenário para seu desenho final, previsto para ocorrer ainda em 2008.


Quem já tem
O panorama da realização do Zoneamento Ecológico Econômico no Brasil é bastante diversificado, já que mais de 15 estados estão elaborando ou implementando o ZEE (números de janeiro de 2008), com coordenação de seus respectivos órgãos de meio ambiente. Maranhão, Paraná e Ceará criaram o Zoneamento em convênio com entidades de ensino e pesquisa, empresas de pesquisa e extensão rural e parceria com órgãos federais. Já os estados do Amapá, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraíba, Roraima, Santa Catarina, São Paulo, Tocantins, Pará e Pernambuco ainda estão no processo de elaboração do ZEE.

O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, o presidente da comissão, senador Neuto de Conto (PMDB-SC), o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, e o senador Gilberto Goellner (DEM-MT), durante audiência pública na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado Foto: Antonio Cruz/ABr
Afirmou que:
"Amazônia e o Pantanal Matogrossense estão fora do zoneamento ecológico e econômico para o plantio da cana-de-açúcar. A afirmação é do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, acrescentando que os estudos para a definição das áreas passíveis de plantio para posterior exploração de etanol estão em fase final de elaboração."

Na Amazônia
Para o ZEE da Amazônia Legal, parlamentares sob a liderança do deputado Sarney Filho (PV-MA) defendem normas para a divisão de competências e para a cooperação ambiental entre os entes federativos. Já há negociações com representantes dos outros países amazônicos para formar um grupo técnico que trate das questões comuns a todos eles. Um programa conjunto teria mais força maior, possibilitando falar a mesma linguagem entre os outros países.

Zoneamento Ecológico Econômico (ZEE) coloca-se como a principal ferramenta de planejamento ambiental no Brasil.

sexta-feira, 27 de março de 2009

A HORA DO PLANETA



A Hora do Planeta foi criado pelo WWF-Austrália em 2007, como forma de inspirar a população a tomar atitude diante das mudanças climáticas. No dia 31/3 daquele ano, 2,2 milhões de moradores de Sidney apagaram as luzes por uma hora. O objetivo era reduzir 5% do consumo de energia elétrica da cidade, o resultado foi o dobro do esperado: queda de 10,2%.

No ano seguinte, o movimento cresceu e chegou a 35 países. Pontos importantes de diferentes lugares do globo, como o Coliseu, na Itália, a Sydney Opera House, na Austrália, e a ponte Golden Gate, nos Estados Unidos, tiveram suas luzes desligadas por uma hora.

Em 2009, o Brasil aderiu oficialmente ao movimento. Neste sábado (28), às 20h30, pessoas, empresas, comunidades e governo de diferentes lugares do país vão apagar suas luzes pelo período de uma hora para mostrar seu apoio ao combate ao aquecimento global.

O jeito de acabar com isso é com fatos. Se você desligar as luzes da sua sala às 20:30 do dia 28 de março, não estará sozinho. Mais de 40 cidades brasileiras, e mais de mil no mundo, vão apagar as luzes de seus principais monumentos, prédios, praças etc.Não se preocupe pois os principais pontos turisticos do planeta estará com policiamento redobrado. Até o Google (!) Deve tornar a sua página de busca temporariamente preta (foi o que fizeram em 2008, não consegui descobrir se vão repetir o gesto esse ano).

Em Belém a SEMMA aderiu ao alerta Hora do Planeta e convida você a aderir também. Para concretizar seu adesão basta apagar as luzes dos seu prédio, da sua casa ou da sua empresa por uma hora no dia 28.03, sábado, das 20:30 as 21:30 horas. Além disso, você ainda pode participar - e convidar seus amigos - do evento que a Semma estará promovendo na área em frente ao Mercado do São Braz. A concentração começa as 18 horas. Terá culto ecumênico, show folclorico, apresentação da banda da Guarda Municipal.

Uma última coisa, o alerta é um esforço para chamar atenção sobre o aquecimento global e as mudanças climáticas, daí que é importante você divulgar esse evento para toda sua lista de e-mail, pedindo que as pessoas façam o mesmo.


E a humanidade caminha a passos de formiga.

Faça a sua parte seram alguns segundos para você porém este atoestará a diminuir o aquecimento global que certamente se não for combatido deixará nossa especie extinta.

"Vêm,vamos embora, que esperar não é saber, quem sabe faz a hora não espera acontecer ! "

quinta-feira, 26 de março de 2009

Canção de exilio


Queridos leitores não poderia deixar de expor aqui no meu cantinho um dos versos que mais me mociona do meu querido Gonçalves Dias.

Canção de exilio
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.

Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas tem mais flores,
Nossos bosques tem mais vida,
Nossa vida mais amores.

Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o sabiá.

Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar - sozinho, à noite -
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu'inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

quarta-feira, 25 de março de 2009

Biodversidade marinha


A explosão da biodiversidade marinha, segundo cientistas franceses e australianos, foi gerada a partir de um esfriamento climático há 460 milhões de anos. O esfriamento do mar havia causado condições ambientais para a multiplicação do número de gêneros e famílias, além da formação dos primeiros recifes de coral.

Antes do esfriamento, a água do mar possuía uma temperatura acima de 45 °C, o que impedia o desenvolvimento da vida marinha. É considerado, segundo cientistas brasileiros e norte-americanos, que o surgimento de novas espécies de animais na Amazônia ocorreu após mudanças climáticas e oscilações do nível marinho há milhares de anos.

O relatório foi publicado por cientistas da UNESP e da Universidade do Texas – EUA, em 2008. Estudaram três tipos de formigas saúvas que se alimentam através de fungos, o primeiro estudo que se baseou num inseto.

Há mais de 20 mil anos, ocorreu a mudança climática da última glaciação, obrigando as formigas saúvas a se refugiarem em grupos isolados, o que gerou espécies descendentes diferentes. A teoria foi confirmada por estudos de seqüências do DNA de cada espécie.

Muitas regiões da América do Sul há 10 milhões e 15 milhões de anos estavam submersas. A mudança climática e a inundação da bacia amazônica geraram diversos tipos de espécies. Muitas dessas espécies emergiram da água para “pântanos” e para outras regiões. A Amazônia possui um patrimônio genético que se for destruído nunca mais poderá ser reavido.

= Curso gestão ambiental
aluna: Caroline Carvalho
profs.Msc:Henrique Lima
disciplina: gestão de recursos hidricos

terça-feira, 24 de março de 2009

Legislação do meio ambiente


1-conceitos
2-origem
3-realidade mundial e brasileira

1-CONCEITOS
-“O Meio ambiente é o conjunto dos elementos abióticos (físicos e químicos) e bióticos (flora e fauna), organizados em diferentes ecossistemas naturais e sociais em que se insere o homem, individual e socialmente, num processo de interação que atenda ao desenvolvimento das atividades humanas; à preservação dos recursos naturais e das características essenciais de entorno, dentro das leis da natureza e de padrões de qualidade definidas”
-“O meio ambiente é a interação do conjunto de elementos naturais, artificiais e culturais que propiciem o desenvolvimento equilibrado da vida em todas as suas formas

* conceito legal:
-O Conceito legal, pela Lei 6.938/1981 da Política Nacional do Meio Ambiente que considera o meio ambiente como “o conjunto de condições, leis, influências e interações de ordem física, química e biológica que permite, abriga e rege a vida em todas as suas formas”.

2-ORIGEM
-A proteção do ambiente, desde os tempos mais remotos, vem sendo objeto de preocupação, em maior ou menor escala, de todos os povos. Como exemplo podemos citar noções precursoras sobre biodiversidade e conservação das espécies animais no Gênesis
-O Deuteronômio já proibia o corte de árvores frutíferas, mesmo em caso de guerra, com pena de açoite para os infratores.

LEGISLAÇÃO AMBIENTAL NO BRASIL PRÉ-REPUBLICANO
- As ordenações traziam “embriões” jurídicos para uma ação do poder público na tutela de alguns recursos naturais. Elas foram transpostas, e às vezes adaptadas, para o Brasil Colônia, porém, impunham-se mais os interesses particulares e subalternos do que o público; o interesse nacional não era nem sonhado.

Comentário: O problema está relacionado a incompatibilidade entre a estrutura formais(leis e administração pública) e a estrutura real (a mentalidade e às práticas correntes, o dia-a-dia da vida colonial).

3-REALIDADE MUNDIAL E BRASILEIRA
QUESTÃO AMBIENTAL
Qual o destino do planeta e da espécie Humana ?
-Aumento do desequilíbrio ecológico → Recursos Consumidos e Esgotados
-Conflitos entre países → Controle sobre os bens essenciais e estratégicos da natureza.
-Desenvolvimento dos Países baseado na exploração dos recursos naturais vitais → Deterioração das condições ambientais (Poluições, contaminações, etc.)

RISCOS GLOBAIS:
- Aumento indiscriminado da população global

- Perigo Nuclear

- Perda da diversidade Biológica

- Mudanças Climáticas → Aquecimento Global


Questão ambiental envolvida na política, economia, cultura, ciência e tecnologia

“ Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano”, em Estocolmo (1972)
- 1° Alerta para gravidade desses riscos no planeta
- Proposta da “Política de Crescimento Zero”, Brasil foi oposição
- “Política de Crescimento a qualquer custo”, adotada pelo Brasil e outros países.
- Conseqüência: Perda de 18,6 mil Km2 por ano (Fonte: IBGE, 2002)

-Atualmente, em todo Brasil → proliferação de doenças, intoxicação de saúde pública, rios poluídos, alimentos contaminados, campos devastados, etc.
-instituiu a Secretaria Especial de Meio Ambiente (SEMA), com o objetivo de orientar uma política de conservação do meio ambiente e o uso racional dos recursos natural.
-Outro Ponto importante, foi a aprovação da Lei 6151com o objetivo de estabelecer uma política ambiental a ser seguida, acabou por mudar o até em tão enaltecido crescimento a qualquer custo.

*Na realidade observou-se que somente a partir da década de 1980 é que a legislação ambiental passou a desenvolver-se com maior consistência, podendo-se destacar 4 marcos importantes:
-1°) Lei da Política Nacional do Meio Ambiente: que dentre outros méritos, teve o de trazer para o Direito o conceito de meio ambiente como objeto específico de proteção em seus múltiplos aspectos; o de instituir o SISNAMA, apto a propiciar o planejamento de uma ação integrada de diversos órgãos governamentais através de uma política nacional

-2°)Lei ação civil pública:como instrumento processual específico para a defesa do meio ambiente e de outros interesses difusos e coletivos e possibilitou que a agressão ambiental finalmente viesse a tornar-se um caso de justiça.

-3°)Lei Educação ambiental:Constituição Federal, onde o progresso se fez notável, na medida em que a Carta Magna deu ao meio ambiente uma disciplina rica, dedicando à matéria um capitulo próprio em um dos textos mais avançados do mundo.

-4°)Lei dos Crimes Ambientais:que dispõe sobre as sanções penais e administrativas aplicáveis às condutas e atividades lesivas ao meio ambiente. A Lei, conhecida como “Lei dos Crimes Ambientais”, representa significativo avanço na tutela do ambiente, por inaugurar uma sistematização das sanções administrativas e por tipificar os crimes ecológicos.

Curso:gestão ambiental
Aluna:Caroline Carvalho
Prof. MSc: Leandro Barbosa
Disciplina:Legislação ambiental

domingo, 22 de março de 2009

22 de março dia mundial da água


"dia da água"
Você sabia que o Dia Mundial da Água - 22 de março - foi instituído em 1992, durante a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (Eco 92), que aconteceu no Rio de Janeiro!
A água é o constituinte mais característico da Terra e é o ingrediente essencial da vida.
Ilustrando esta essencialidade da água: "Um certo indivíduo está num deserto e necessita de água. Neste caso, a água é tão importante que este indivíduo deixa qualquer riqueza que possua e passa a querer a água antes de qualquer outra coisa". Este conceito é chamado pelos economistas pelo nome de utilidade marginal.

Formas de economizar a água
Há várias medidas para economizar água, sendo elas:

* Tomar duchas rápidas ao invés de banhos demorados ou de imersão.
* Manter a torneira fechada enquanto se lava o corpo, o cabelo, a louça ou escovar os dentes.
* Colocar uma garrafa com areia no autoclismo ou descarga ou adquirir um autoclismo com duas hipóteses de descarga.
* Não poluir os rios, protegendo assim este recurso essencial à vida.
Distribuição:
Na Terra há cerca de 1 360 000 000 km³ de água que se distribuem da seguinte forma:


2050 haverá guerra por água se não hover um desenvolvimento sustentavel.
Quando denunciamos os perigos que poderiam advir da chamada "Estratégia da Divisão" é bem provável que muitos leitores deste site não tenham acreditado que tal coisa fosse possível, preferindo adjetivar essa hipótese como sendo mais uma "teoria da conspiração". Naquela página, sugerimos terem os poderes deste mundo adotado a estratégia de apoiarem o marxismo (que parece somente ainda contar com adeptos em nosso continente) como forma de retardarem o desenvolvimento econômico da América Latina e Central. Apontamos também as disparidades de consumo entre os desenvolvidos e os em desenvolvimento, ressaltando a quase impossibilidade destes alcançarem qualidade de vida similar à dos países mais ricos, sob pena das ameaças ecológicas aumentarem muito de intensidade.

Todavia, não foram mencionadas naquela ocasião todas as motivações para tal atitude, o que talvez tenha contribuído para que muitos considerassem tal idéia como incoerente, já que o progresso econômico planetário sempre foi uma das metas dos países desenvolvidos, pois isto contribui para aumentar seus mercados e seus lucros. Todos sabemos que eles sempre defenderam o livre comércio que tanto lhes favorece pela incapacidade de concorrência dos países menos desenvolvidos. Muitos desses países adotaram, por essa razão, a política de substituição de importações, criando diversas barreiras às importações de produtos manufaturados no exterior, de forma a viabilizarem economicamente suas industrias nacionais.

Mas, já as manchetes dos jornais apontam para a verdadeira motivação da estratégia apontada:– a temível ameaça da carência de alimentos para a humanidade em médio prazo. As projeções efetuadas acerca do aumento da população mundial têm em comum a certeza de que a população continuará aumentando até o ano 2050. As mais alarmantes apontam um total de quase doze bilhões de seres humanos naquele ano. Considerando que, hoje, a população do planeta é de, aproximadamente, seis bilhões e meio de pessoas, isso significaria quase que a duplicação das necessidades de alimentos. Isso, sem considerar que, em nossos dias, já há um grande número de subnutridos no Mundo, especialmente na África e na Ásia, o que implicaria na necessidade de mais do que dobrar a produção de alimentos nos próximos quarenta anos.

Seria isto possível? É importante considerarmos que a produção de alimentos depende de quatro ingredientes que devem estar presentes numa mesma localidade geográfica, num dado momento, para que seja viabilizada.

sábado, 21 de março de 2009

O Encontro das águas


Encontro das águas do rio Negro com rio Solimões
O Encontro das Águas é um fenômeno natural provocado pela confluência das águas escuras do Rio Negro com as águas barrentas do Rio Solimões.

Eu pensava que o "Encontro das Águas" só se desse entre o Rio Negro e o Rio Solimões, vejo que estava enganada, pois como versa o amigo acima, o " Encontro das Águas" também se dá entre o Rio Amazonas e o Rio Tapajós. É deve ser um fenômeno parecido com o que se dá por aqui.


O Encontro das Águas é um dos pontos turísticos mais atraentes para quem quer conhecer os encantos naturais do Amazonas, e sua singular beleza é contada em verso e prosa. O Rio Negro, com suas águas escuras como o próprio nome indica, corre a cerca de 2 km/h com uma temperatura de 22*c, e a 18 Km partir do porto flutuante de Manaus, se encontra com o Rio Solimões, que, com suas águas amarelas e barrentas, vem correndo de 4 a 6 km/h e a 28*c., provocando o admirável e colossal " Encontro das Águas" que quem o vê, jamais esquece.


Quando o Rio Negro desemboca no Solimões, as águas ficam aparentemente repressadas contra a margem, percorrendo quilômetros e mais quilômetros rio abaixo, numa linha divisória meio torta traçada entre eles, que por vezes tende para o Rio Solimões e outras para o Rio Negro, sem que haja mudança das águas entre eles, só mesmo uma súbita mudança de cor.


Nota-se distintamente, que as águas tão logo se encontram, se envolvem como num abraço amigo, e voltam borbulhantes cada qual para o seu lado, até que o volume maior das águas amarelas e barrentas do Rio Solimões, engolem totalmente as águas escuras do Rio Negro, e os rios então, correm juntos, perdendo a sua identidade e formando o lendário e fenomenal Amazonas, dono absoluto da imensidão no infinito.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Lixo um problema mundial.


O lixo produzido pela atividade do homem é hoje uma das mais graves ameaças à sua própria qualidade de vida. Isto tem determinado a tendência mundial pela minimização da geração de lixo, entendendo-se como tal a produção/venda de produtos dos quais restem o mínimo possível de resíduos, o reuso de embalagens e a reciclagem.
A reprogramação conceitual de produtos em geral, em especial de suas embalagens, é algo que foge completamente ao controle dos Municípios. Já a reciclagem pode e deve ser incentivada por eles, conscientizando a população e estruturando programas de coleta seletiva, e mantendo núcleos de triagem de recicláveis.
No entanto, mesmo que se obtenha o maior sucesso nestes programas, a maior parcela dos resíduos gerados, mais de 65%, necessitará de uma destinação final adequada, preferencialmente uma rota que privilegie o aproveitamento da energia contida no lixo.


O tratamento do lixo é de suma importância para manutenção da integridade da biosfera, pois garante a qualidade de vida para todos os seus habitantes, sejam eles racionais ou não. A reciclagem é uma vertente do desenvolvimento sustentável, pois é um processo industrial que converte o lixo (industrial e doméstico) em matéria-prima. A reciclagem é um processo que já vem sendo realizada pela Natureza, com perfeição, a mais 4,6 bilhões de anos, desde que a terra iniciou sua metamorfose, ou seja, se transformou de subproduto dos gases que vagavam pelo universo em um lindo planeta azul. Mas, o homem recentemente, e já a beira do desastre, é que despertou para a importância do fato de que seus dejetos, largados sobre a biosfera, deveriam ser tratados com mais responsabilidade e passou a entender que não poluir e reciclar são atitudes primordiais para a sobrevivência da espécie. E se a raça humana pretende continuar existindo, deve economizar energia, poupar recursos naturais e trazer de volta ao ciclo produtivo tudo o que é jogado fora.


A palavra reciclagem foi introduzida ao vocabulário internacional no final da década de 80, quando foi constatado que as fontes de petróleo e outras matérias-primas não renováveis, desde o inicio da revolução industrial, estão em acelerado processo de esgotamento por: transformação em bens de consumo, dejetos industriais, gás carbônico, etc. provocando o efeito estufa, entre outras agressões ao meio ambiente. Porém, frente aos problemas que se agravam, passou a existir um entendimento global de que o lixo produzido pelo progresso acelerado da sociedade humana, principalmente após a 2° Guerra Mundial, está transformando-se em uma ameaça a vida no planeta.
É um paradoxo interessante, pois o bem proporcionado a humanidade pelo progresso acabou trazendo o mau para para o meio ambiente e coloca em risco a propria humanidade.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Groenlândia terá seu fim devido o aquecimento global


O degelo na Groenlândia triplicou nos últimos anos, em uma nova prova dos efeitos do aquecimento global, segundo um estudo divulgado hoje pela revista Science. Outra pesquisa publicada na mesma revista assinala que, por outro lado, a precipitação de gelo na Antártida se manteve inalterada nos últimos anos.
"O gelo da Groenlândia derrete a um ritmo acelerado, três vezes mais rápido do que havia sido registrado antes de 2004", disse à Efe Jianli Chen, diretor da equipe de cientistas do Centro de Pesquisas do Espaço na Universidade do Texas que realizou o estudo.

A pesquisa confirma os resultados de outros estudos que indicaram que o "efeito estufa" tem efeito em todo o planeta. Um deles, publicado em maio pela revista "Science", indicou que o aumento global das temperaturas atmosféricas aumentou a velocidade com que as geleiras da Groenlândia transbordam sua descarga fluvial no Atlântico.

A água derretida atua como lubrificante para acelerar o deslocamento dessas enormes montanhas de gelo em direção ao mar, segundo afirma o estudo. Para determinar o nível de fundição do gelo na Groenlândia, os cientistas liderados por Chen utilizaram, em sua pesquisa, dados captados pelo satélite GRACE, do programa "Experimento Climático e de Recuperação da Gravidade".

Os pesquisadores mediram as variações da gravidade sobre a Groenlândia e compararam os dados mensais registrados entre abril de 2002 e novembro de 2005 para determinar o grau de derretimento do gelo. Como resultado das maiores temperaturas, a Groenlândia perde, a cada ano, uma média de cerca de 240 quilômetros cúbicos de gelo, indicaram os cientistas no relatório.

Depois da Antártida, a Groenlândia é a segunda maior massa de gelo do planeta, e contém cerca de 10% de toda a massa de gelo existente. "Isto ocorre em todas partes, e é possível que também nas geleiras das montanhas do Alasca", disse Chen, após indicar que o degelo fatalmente provocará um aumento dos níveis marítimos.

O cientista descartou a possibilidade de um perigo imediato para muitos territórios do planeta, como a península da Flórida ou as ilhas Maldivas, no Oceano Índico. O fenômeno do derretimento acelerado das geleiras da Groenlândia significa um aumento do nível marítimo de 0,6 milímetro por ano.

Esse número é muito maior do que se havia calculado até agora, mas seu efeito não poderá ser sentido por pelo menos "cinqüenta anos". O outro estudo publicado pela "Science", realizado por um grupo internacional de cientistas, indica que, durante os últimos 50 anos, os níveis de acumulação de neve na Antártida se mantiveram virtualmente inalterados.



Essa conclusão vai contra outras pesquisas que afirmavam que a neve estava se acumulando na Antártida, e que esse fenômeno poderia tornar mais brando o derretimento acelerado do gelo em outras partes do mundo. Segundo a teoria, a queda de neve na Antártida deveria aumentar com a elevação da temperatura mundial, pois o ar quente cria mais neve, dado que pode manter os níveis de umidade mais elevados do que os de ar frio.

"Esse não é o caso", disse Andrew Monaghan, da Universidade Estatal de Ohio, que junto a outros cientistas americanos, russos, australianos, noruegueses, alemães e italianos analisaram os níveis de precipitação de neve em 16 regiões da Antártida durante os últimos 50 anos. Monaghan indicou que, durante esse período, não foram registradas mudanças significativas na queda de neve na Antártida

quinta-feira, 12 de março de 2009

Rio Amazônas o maior rio do mundo


O maior rio do mundo localiza-se no Brasil, especificamente na Amazônia: o rio Amazonas. A sua extensão é de aproximadamente 6.570 km, com mais de 1.000 afluentes

O rio Amazonas corre pelo norte da América do Sul, em sua maior parte em território do Brasil; é o mais longo rio do mundo, uma vez que nasce no nevado Mismi, na cordilheira de Chila, nos Andes do sul do Peru, o que lhe dá uma extensão de quase 7.100 km.

Esse número ainda não é preciso, pois os geógrafos não chegaram a uma conclusão a respeito de qual de dois cursos de água, ambos nascidos no mesmo Nevado, é o verdadeiro ponto de partida.

Real extensão do rio

A real extensão do Amazonas foi estabelecida pela primeira vez pelo Instituto Geográfico Nacional do Peru, no início da década de 1980. Em 1994, uma expedição organizada pelos brasileiros Paula Saldanha e Roberto Werneck seguiu o curso do rio desde sua foz, no Atlântico, até sua nascente nos Andes, comprovando os dados dos geógrafos peruanos; e desde 1995 o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) do Brasil tem analisado fotos de satélite da região, chegando à mesma conclusão.

Mais comprido do que o rio Nilo

Uma expedição organizada em 1986 pela National Geographic Society, dos Estados Unidos, tomando como nascente o curso de água que se origina no monte Huagra, já tinha calculado a extensão do Amazonas em 7.025 km, o que seria suficiente para reconhecé-lo como mais comprido que o Nilo e o Mississippi-Missouri.

Nascente do rio

O rio nasce com o nome de Apurimac a 5.500 m de altura, no departamento peruano de Arequipa, descendo as encostas da montanha até unir-se ao Urubamba, na divisa dos departamentos de Junín e Ucayali, para formar o rio desse nome; já na região das florestas equatoriais, o Ucayali se une ao rio Marañón (perto da cidade de Nauta, no departamento de Loreto) e forma o Amazonas peruano.


Rio Amazonas no Brasil

Ao entrar em território brasileiro o Amazonas é chamado de Solimões até 30 km a leste de Manaus, onde recebe as águas do rio Negro e recupera seu nome principal.

Nos 1.900 km desde sua nascente até a planície na selva peruana, o rio realiza uma descida de 5.440 m; nos 5.200 km restantes, até o Atlântico, o desnível é de apenas 60 metros.

Os 3.700 km desde a foz até Iquitos, na Amazônia peruana, são navegáveis para navios de grande calado. Se considerados seus principais afluentes e os trechos navegáveis por embarcações menores, a bacia amazônica representa uma rede de 25.000 km de vias fluviais.

Em seu percurso, o Amazonas recebe quase 7.000 afluentes, que em conjunto ocupam uma área de quase 4 milhões de quilômetros quadrados. Os sedimentos arrastados pelas águas totalizam 800 milhões de toneladas por ano, e esses fragmentos de montanhas andinas são carregados pela correnteza até 200 km dentro do Atlântico, indo depositar-se na costa da Guiana Francesa, frente a Caiena.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Ecoturismo



O QUE É EXATAMENTE ECOTURISMO?


É o "turismo desenvolvido em localidades com potencial ecológico, de forma conservacionista, procurando conciliar a exploração turística com o meio ambiente, harmonizando as ações com a natureza, bem como oferecendo aos turistas um contato íntimo com os recursos naturais e culturais da região, buscando a formação de uma consciência ecológica. O ecoturismo visa igualmente o desenvolvimento das regiões em que se insere, devendo ser um instrumento para a melhoria da qualidade de vida as populações que acolhem essa atividade." Essa é a definição formulada pela Comissão Técnica Embratur/Ibama.

Outra definição: "ecoturismo é um segmento da atividade turística que utiliza de forma sustentável o patrimônio natural e cultural, incentiva sua conservação e busca a formação de uma consciência ambientalista através da interpretação do ambiente, promovendo o bem-estar das populações envolvidas". Esse é o conceito utilizado por algumas entidades que trabalham com ecoturismo

terça-feira, 10 de março de 2009

O que é uma reserva particular de patrimônio natural?



As Reservas Particulares do Patrimônio Natural, também conhecidas como RPPNs, são áreas de conservação da natureza em propriedades privadas. A existência de uma RPPN é um ato de vontade, o proprietário é que decide se quer fazer de sua propriedade, ou de parte dela uma RPPN, sem que isso acarrete perda do direito de propriedade.

Atualmente, apenas 3,7% do território nacional é protegido por áreas de conservação da natureza, como parques (nacionais, estaduais ou municipais), reservas biológicas e estações ecológicas. Essas terras são de propriedade da União, do estado ou do município, estando, porém, a maioria das áreas ainda bem conservadas, no Brasil, nas mãos dos proprietários particulares. As RPPNs são uma forma desses proprietários contribuírem para a preservação do meio ambiente em nosso país.

COMO SURGIRAM AS RPPNs?

Desde o antigo Código Florestal, de 1934, já estava previsto o estabelecimento de áreas particulares protegidas no Brasil. Nessa época, essas áreas eram chamadas de "florestas protetoras". Tais "florestas" permaneciam de posse e domínio do proprietário e eram inalienáveis. Em 1965, foi instituído um novo Código Florestal e a categoria "florestas protetoras" desapareceu, mas ainda permaneceu a possibilidade do proprietário de floresta não preservada, nos termos desse novo Código, gravá-la com perpetuidade. Isso consistia na assinatura de um termo perante a autoridade florestal e na averbação à margem da inscrição no Registro Público. É este artigo 6º da Lei 4.771 que embasa o Decreto de criação de RPPNs.

Nos anos 1980, entretanto, alguns proprietários procuraram o IBAMA desejando transformar parte de seus imóveis em reservas particulares e essa experiência mostrou a necessidade de um mecanismo melhor definido com uma regulamentação mais detalhada para as áreas protegidas privadas. Assim, em 1990, surgiu um decreto regulamentando esse tipo de iniciativa que, em 1996, foi substituído pelo Decreto nº1.922 (ver anexo) que é o que está em vigor no presente.

segunda-feira, 9 de março de 2009

EDUCAÇÃO AMBIENTAL, O QUE É?



"A educação ambiental, enquanto processo participativo, é identificada como o instrumento de revisão dos conceitos sobre o mundo e a vida em sociedade, conduzindo o ser humano e a coletividade na construção de novos valores sociais, na aquisição de conhecimentos, atitudes, competências e habilidades para a conquista e a manutenção do direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado." Essa é a definição usada pelo Ministério do Meio Ambiente.

Outras definições e idéias sobre educação ambiental podem ser encontradas entre as recomendações da Primeira Conferência Intergovernamental em Educação Ambiental, realizada em outubro de 1977, em Tbilisi:

Recomendação nº 1

"A Conferência, considerando os problemas que o meio ambiente impõe à sociedade contemporânea e levando em conta o papel que a educação pode e deve desempenhar para a compreensão de tais problemas, recomenda a adoção de alguns critérios que poderão contribuir na orientação dos esforços para o desenvolvimento da educação ambiental, em âmbito regional, nacional e internacional:

a) ainda que seja óbvio que os aspectos biológicos e físicos constituem a base natural do meio humano, as dimensões socioculturais e econômicas, e os valores éticos definem, por sua parte, as orientações e os instrumentos com os quais o homem poderá compreender e utilizar melhor os recursos da natureza com o objetivo de satisfazer as suas necessidades;

b) a educação ambiental é o resultado de uma orientação e articulação de diversas disciplinas e experiências educativas que facilitam a percepção integrada do meio ambiente, tornando possível uma ação mais racional e capaz de responder às necessidades sociais;

c) um objetivo fundamental da educação ambiental é lograr que os indivíduos e a coletividade compreendam a natureza complexa do meio ambiente natural e do meio ambiente criado pelo homem, resultante da integração de seus aspectos biológicos, físicos, sociais, econômicos e culturais, e adquiram os conhecimentos, os valores, os comportamentos e a habilidades práticas para participar responsável e eficazmente da prevenção e solução dos problemas ambientais, e da gestão da questão da qualidade do meio ambiente;

d) o propósito fundamental da educação ambiental é também mostrar, com toda clareza, as interdependências econômicas, políticas e ecológicas do mundo moderno, no qual as decisões e comportamentos dos diversos países podem ter conseqüências de alcance internacional. Neste sentido, a educação ambiental deveria contribuir para o desenvolvimento de um espírito de responsabilidade e de solidariedade entre os países e as regiões, como fundamento de uma nova ordem internacional que garanta a conservação e a melhoria do meio ambiente;

e) uma atenção particular deverá ser dada à compreensão das relações complexas entre o desenvolvimento socio-econômico e a melhoria do meio ambiente;

f) com esse propósito, cabe à educação ambiental dar os conhecimentos necessários para interpretar os fenômenos complexos que configuram o meio ambiente; fomentar os valores éticos, econômicos e estéticos que constituem a base de uma autodisciplina, que favoreçam o desenvolvimento de comportamentos compatíveis com a preservação e melhoria desse meio ambiente, assim como uma ampla gama de habilidades práticas necessárias à concepção e aplicação de soluções eficazes aos problemas ambientais;

g) para a realização de tais funções, a educação ambiental deveria suscitar uma vinculação mais estreita entre os processos educativos e a realidade, estruturando suas atividades em torno dos problemas concretos que se impõem à comunidade; enfocar a análise de tais problemas, através de uma perspectiva interdisciplinar e globalizadora, que permita uma compreensão adequada dos problemas ambientais;

h) a educação ambiental deve ser concebida como um processo contínuo e que propicie aos seus beneficiários - graças a uma renovação permanente de suas orientações, métodos e conteúdo - um saber sempre adaptado às condições variáveis do meio ambiente;

i) a educação ambiental deve dirigir-se a todos os grupos de idade e categorias profissionais:

· ao público em geral, não-especializado, composto por jovens e adultos cujos comportamentos cotidianos têm uma influência decisiva na preservação e melhoria do meio ambiente;

· aos grupos sociais específicos cujas atividades profissionais incidem sobre a qualidade desse meio;

· aos técnicos e cientistas cujas pesquisas e práticas especializadas constituirão a base de conhecimentos sobre os quais deve sustentar-se uma educação, uma formação e uma gestão eficaz, relativa ao ambiente;

j) o desenvolvimento eficaz da educação ambiental exige o pleno aproveitamento de todos os meios públicos e privados que a sociedade dispõe para a educação da população: sistema de educação formal, diferentes modalidades de educação extra-escolar e os meios de comunicação de massa;

k) a ação da educação ambiental deve vincular-se à legislação, às políticas, às medidas de controle e às decisões que o governo adote em relação ao meio ambiente."

Recomendação nº 2

"Reconhecendo que a educação ambiental deveria contribuir para consolidar a paz, desenvolver a compreensão mútua entre os Estados e constituir um verdadeiro instrumento de solidariedade internacional e de eliminação de todas as formas de discriminação racial, política e econômica.

Observando que o conceito de meio ambiente abarca uma série de elementos naturais, criados pelo homem, e sociais, da existência humana, e que os elementos sociais constituem um conjunto de valores culturais, morais e individuais, assim como de relações interpessoais na esfera do trabalho e das atividades de tempo livre.

Considerando que todas as pessoas deveriam gozar do direito à educação ambiental, a Conferência de Tbilisi decidiu serem as seguintes as finalidades, os objetivos e os princípios básicos da educação ambiental:

1. Finalidades

a) ajudar a fazer compreender, claramente, a existência e a importância da interdependência econômica, social, política e ecológica, nas zonas urbanas e rurais;

b) proporcionar, a todas as pessoas, a possibilidade de adquirir os conhecimentos, o sentido dos valores, o interesse ativo e as atitudes necessárias para proteger e melhorar o meio ambiente;

c) induzir novas formas de conduta nos indivíduos, nos grupos sociais e na sociedade em seu conjunto, a respeito do meio ambiente.

2. Categorias de objetivos

a) consciência: ajudar os grupos sociais e os indivíduos a adquirirem consciência do meio ambiente global e ajudar-lhes a sensibilizarem-se por essas questões;

b) conhecimento: ajudar os grupos e os indivíduos a adquirirem diversidade de experiências e compreensão fundamental do meio ambiente e dos problemas anexos;

c) comportamento: ajudar os grupos sociais e os indivíduos a comprometerem-se com uma série de valores, e a sentirem interesse e preocupação pelo meio ambiente, motivando-os de tal modo que possam participar ativamente da melhoria e da proteção do meio ambiente;

d) habilidades: ajudar os grupos sociais e os indivíduos a adquirirem as habilidades necessárias para determinar e resolver os problemas ambientais;

e) participação: proporcionar aos grupos sociais e aos indivíduos a possibilidade de participarem ativamente nas tarefas que têm por objetivo resolver os problemas ambientais.

3. Princípios básicos

a) considerar o meio ambiente em sua totalidade, ou seja, em seus aspectos naturais e criados pelo homem (tecnológico e social, econômico, político, histórico-cultural, moral e estético);

b) constituir um processo contínuo e permanente, começando pelo pré-escolar e continuando através de todas as fases do ensino formal e não-formal;

c) aplicar em enfoque interdisciplinar, aproveitando o conteúdo específico de cada disciplina, de modo que se adquira uma perspectiva global e equilibrada;

d) examinar as principais questões ambientais, do ponto de vista local, regional, nacional e internacional, de modo que os educandos se identifiquem com as condições ambientais de outras regiões geográficas;

e) concentrar-se nas situações ambientais atuais, tendo em conta também a perspectiva histórica;

f) insistir no valor e na necessidade da cooperação local, nacional e internacional para prevenir e resolver os problemas ambientais;

g) considerar, de maneira explícita, os aspectos ambientais nos planos de desenvolvimento e de crescimento;

h) ajudar a descobrir os sintomas e as causas reais dos problemas ambientais;

i) destacar a complexidade dos problemas ambientais e, em conseqüências, a necessidade de desenvolver o senso crítico e as habilidades necessárias para resolver tais problemas;

j) utilizar diversos ambientes educativos e uma ampla gama de métodos para comunicar e adquirir conhecimentos sobre o meio ambiente, acentuando devidamente as atividades práticas e as experiências pessoais."

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Por quê tem que ser...

Percebo a imensidão do universo e a pequenez dos homens, e constrito me faço diante desta verdade que neguei em toda a minha vida.

Lutei tanto, que posso rejeitar ter de admitir o imerecimento dos homens em conviverem com a beneplácida natureza, que tudo dá e nada reclama.

Desarmada, desrespeitada, nega-se a ser mesquinha e pequena. Reage a toda agressão sofrida, dando-se em total.

Comove sua grandeza, manifestando-se no interior da terra, ou revelando seu esplendor após ter sido semente e se transformando em relva, arbusto e árvore, ganhando idade graças à floresta que a acolhe e oportuniza que evolua e cresça, para embelezar e encontrar quem a sabe olhar, perceber e gratificar, com manifestação de beleza e cor.

Aqui, como amei esta natureza! Como a defendi e por ela lutei! Até me desrespeitei por querer defende-la da sanha dos homens irresponsáveis e inconseqüentes.

Tudo fiz para que fosse reconhecida e respeitada, e sentida como necessária à existência da vida. Sofri por não ter conseguido sensibilizar àqueles que a deviam proteger e não o fazem, na ânsia de usa-la para enriquecerem, sem se preocuparem com o amanhã da humanidade em eterno sacrifício.

Rios poluídos, águas intratadas, florestas devastadas, mares contaminados e homens em risco de sobrevivência. Lutei, só eu sei quanto lutei, cansei e até desanimei.

Fiz a minha parte. Se mais não fiz, foi por haver sido minada minha saúde, as forças terem capitulado e ter ficado só no meu sonho de preservar a natureza, para que o homem não sofresse as conseqüências, fruto do desrespeito com o ar, a terra e a água.

Temi a insalubridade e o mau uso que vemos sendo dado à terra que produz, fruto da ganância que contamina o que produz e a faz impura.

Fui bravo, lutei enquanto possível, enquanto tive forças para demonstrar minha gratidão e meu amor à natureza, à vida.

Como um jequitibá, também minha essência se faz fiel ao meu ideal de proteger a natureza e sua criação, para que a humanidade a respeite, a reconheça e agradeça pela vida, que concede em igualdade a todos os homens.

Agora passarei a viver outro momento.

Como será? Depois eu conto. . .

Agora vou descansar e recuperar forças, na esperança que muitos se associem através desta bandeira que levei em prol da vida e da natureza, para que ela pudesse se eternizar, crescer e evoluir, na grande Lei da Evolução.

O silencio se faz e fico em paz.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

não abandone

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Manguezais berçario de muitas espécies



O manguezal é um ecossistema complexo e um dos mais produtivos do planeta.


O manguezal é considerado um ecossistema costeiro de transição entre os ambientes terrestre e marinho. Característico de regiões tropicais e subtropicais,está sujeito ao regime das marés, dominado por espécies vegetais típicas, às quais se associam a outros componentes vegetais e animais.
O ecossistema manguezal está associado às margens de baías, enseadas, barras, desembocaduras de rios, lagunas e reentrâncias costeiras, onde haja encontro de águas de rios com a do mar, ou diretamente expostos à linha da costa. A cobertura vegetal, ao contrário do que acontece nas praias arenosas e nas dunas, instala-se em substratos de vasa de formação recente, de pequena declividade, sob a ação diária das marés de água salgada ou, pelo menos, salobra.

A riqueza biológica dos ecossistemas costeiros faz com que essas áreas sejam os grandes "berçários" naturais, tanto para as espécies características desses ambientes, como para peixes e outros animais que migram para as áreas costeiras durante, pelo menos, uma fase do ciclo de sua vida
No Brasil, existem cerca de 25.000 quilômetros quadrados de florestas de mangue, que representam mais de 12% dos manguezais do mundo inteiro.

Os manguezais estão distribuídos desde o Amapá até Laguna, em Santa Catarina, no litoral brasileiro


VEGETAÇÃO
Os manguezais são encontrados ao longo de todo o litoral, sendo constituídos pelas principais espécies de mangue:

(mangue vermelho)(mangue branco)(mangue preto, canoé)(mangue de botão)

A espécie Laguncularia racemosa, merece destaque por ser a única espécie típica de mangue encontrada no Arquipélago de Fernando Noronha, no único manguezal na Baía do Sueste.

FAUNA
A fauna dos manguezais representa significativa fonte de alimentos para as populações humanas. Os estoques de peixes, moluscos e crustáceos apresentam expressiva biomassa, constituindo excelentes fontes de proteína animal de alto valor nutricional. Os recursos pesqueiros são considerados como indispensáveis à subsistência das populações tradicionais da zona costeira

IMPORTÂNCIA DOS MANGUEZAIS
Desempenha importante papel como exportador de matéria orgânica para o estuário, contribuindo para produtividade primária na zona costeira.
É no mangue que peixes, moluscos e crustáceos encontram as condições ideais para reprodução, berçário, criadouro e abrigo para várias espécies de fauna aquática e terrestre, de valor ecológico e econômico.
Os mangues produzem mais de 95% do alimento que o homem captura do mar.
Sua manutenção é vital para a subsistência das comunidades pesqueiras que vivem em seu entorno.
A vegetação de mangue serve para fixar as terras, impedindo assim a erosão e ao mesmo tempo estabilizando a costa.
As raízes do mangue funcionam como filtros na retenção dos sedimentos.
Constitui importante banco genético para a recuperação de áreas degradadas

UTILIZAÇÃO SUSTENTÁVEL DOS MANGUEZAIS

Muitas atividades podem ser desenvolvidas no manguezal sem lhe causar prejuízos ou danos, entre elas:
Pesca esportiva e de subsistência, evitando a sobrepesca, a pesca de pós - larva, juvenis e de fêmeas ovadas.
Cultivo de ostras.
Cultivo de plantas ornamentais (orquídeas e bromélias).
Criação de abelhas para a produção de mel.
Desenvolvimento de atividades turísticas, recreativas, educacionais e pesquisa cientifica.

IMPACTOS AMBIENTAIS EM ÁREAS DE MANGUEZAL

Os principais fatores que causam alterações nas propriedades físicas, químicas e biológicas do manguezal são:

Aterro e Desmatamento
Queimadas
Deposição de lixo
Lançamento de esgoto
Lançamentos de efluentes industriais
Dragagens
Construções de marinas
Pesca predatória
PROTEÇÃO LEGAL DOS MANGUEZAIS

O manguezal, ecossistema bem representado ao longo do litoral brasileiro, é considerado, no Brasil, como de preservação permanente, incluído em diversos dispositivos constitucionais (Constituição Federal e Constituições Estaduais) e infraconstitucionais ( leis, decretos, resoluções, convenções). A observação desses instrumentos legais impõe uma série de ordenações do uso e/ou de ações em áreas de manguezal (Schaeffer-Novelli,1994).

Constituição Federal de 1988, artigo 225.
Lei Federal nº 9.605/98, que dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente.
Código Florestal – Lei nº 4.771/1965.
Lei Federal Nº 7.661/98, que institui o Plano Nacional de Gerenciamento Costeiro.
Lei Estadual nº 9.931/1986 - Proteção das Áreas Estuarinas.
Resolução CONAMA nº 04/1985.
Decreto Federal nº 750/93, que dispõe sobre o corte, a exploração, a supressão de vegetação primária ou nos estágios avançado e médio de regeneração da Mata Atlântica

G.A gestão ambiental ?



A Gestão Ambiental é um processo voltado a resolver, mitigar e/ou prevenir os problemas de caráter ambiental, com o objetivo de desenvolvimento sustentável.

Podemos definir Sistema de gestão Ambienta (SGA), segundo a NBR ISO 14001, como a parte do sistema de gestão que compreende a estrutura organizacional, as responsabilidades, as práticas, os procedimentos, os processos e recurso para aplicar, elaborar, revisar e manter a política ambiental da empresa.

O processo de implementação de um Sistema de Gestão consta de 4 fases:

1 - Definição e comunicação do projeto (gera-se um documento de trabalho que irá detalhar as bases do projeto para implementação do SGA);

2 - Planejamento do SGA (realiza-se a revisão ambiental inicial, planejando-se o sistema);

3 - Instalação do SGA (realiza-se a implementação do SGA);

4 - Auditoria e certificação.

Uma vez implementado o SGA, pode-se tramitar sua certificação.

Qualquer empresa pode implementar o SGA.

O Sistemas de Gestão Ambiental permitem as empresas, de forma imediata:


Segurança, na forma de redução de riscos de acidentes, de sanções legais, etc;
Qualidade dos produtos, serviços e processos;
Economia e/ou redução no consumo de matérias-primas, água e energia;
Mercado, com a finalidade de captar novos clientes;
Melhora na imagem;
Melhora no processo;
Possibilidade de futuro e a permanência da empresa;
Possibilidade de financiamentos, devido ao bom histórico ambiental.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

coração verde...


Mãe Natureza

Mãe da fauna e da flora
Cenário de vidas a cultivar
Pulsando sobre os ráios aurora
Ambiente da natureza a transpirar.

Planeta de biodiversidade ameaçada
fragmentada pela busca ao individual

Rios que brotam de seus seios
Correntes veias que desaguam no mar
Diversidade ecológica a expandir
vidas de um mundo a preservar.

COMO CUIDAR DE NOSSAS ÁGUAS?



22 de Março será oDia Mundial da Água
Aracoiaba, cidade do Maciço de Baturité, distante 75 kilômetros da Capital Fortaleza.
Antigamente os homens faziam a guerra para conquistar terras
Do jeito que a coisa vai, não demora muito e os homens vão guerrear por um pouquinho de água...
Desenhar a água?
NÃO!
Vamos ter que aprender a cuidar da água!
O Brasil tem muita água. É um dos países que tem mais água doce do mundo. Só a Bacia Amazônica possui um sexto de água doce que corre na Terra. Muitos rios, porém, já morreram no Brasil por falta de cuidado. Alguns afluentes, por exemplo, do Rio São Francisco, já secaram para sempre. Nas bacias do Rio Doce, do Paraíba do Sul, do Jequitinhonha e de muitos outros grandes rios brasileiros a água disponível para cada pessoa é hoje menos da metade da água que existia há cinqüenta anos.
Não ocorre a quase ninguém que a água - que vive caindo do céu - pode, um dia, acabar na Terra. Acontece que ela pode chover e ser chuva ácida; ela pode causar só destruição; ela pode chover e não virá água limpa. Muitos países, hoje, já enfrentam sérios problemas de água potável. Muitos países já importam água limpa.
Depois, a coisa mais importante é manter as nascentes, os rios, as lagoas e lagos limpos e protegidos. Os rios que já morreram no Brasil, morreram por causa dos desmatamentos em suas nascentes; morreram - ou estão morrendo - por causa do assoreamento de suas margens (construções indevidas, enchentes mal cuidadas); morreram porque as terras por onde eles correm viraram desertos feitos pela mão do Homem.
É isto: as autoridades, os proprietários, os moradores das zonas onde os rios nascem devem tratar de reflorestar as nascentes, de recompor as margens do rio, de mantê-los o mais limpo possível, de não destruir mais a vegetação ribeirinha que os protege.
As árvores dependem do rio; os rios dependem da árvore...
O melhor amigo do rio é o verde.
Você, certamente, não pode ir lá para o meio do sertão replantar os grotões, as florestas, as pequenas matas por onde os rios clarinhos corriam.
Mas é bom que o povo inteiro tenha consciência de que é preciso salvar nossos rios.
É bom que a gente possa cobrar das pessoas que podem fazer esta parte do grande trabalho: os fazendeiros, os proprietários de terra, os moradores das regiões por onde o rio corre, as autoridades, o Governador, o Prefeito e até o Presidente da República...
Por sua história, por sua cultura,

BRASILEIRO JOGA TUDO NA ÁGUA!
Pois aqui está a coisa mais importante que você pode fazer para mudar esta mentalidade:
SÓ JOGUE NA ÁGUA O QUE O PEIXE PODE COMER!
O ideal seria não jogar nada na água, mas isto é um sonho. Assim, fiquemos com o que está ao nosso alcance.
Na sua sala de aula, no seu colégio, na sua casa, na sua camiseta, no seu caderno na sua cabecinha (na do papai, na da mamãe, na da vovó, na do titio), na cabeça de todo o pessoal lá de casa vai estar presente sempre o peixinho lambendo os beiços.
Porque sabe que está nadando em águas limpas.
Pois a água é fundamental para nossa sobrevivência portanto devemos usar de maneira racional e sustentavel sempre pensando nas próximas gerações.

Não abandone seu animal em um ccz (centro de controle zoonozes)


carrocinha = a ccz = sacrificio
1. A CARROCINHA MATA. Somente uma pequena parte dos animais recolhidos são resgatados pelos donos ou adotados pela comunidade. A maioria dos cães e gatos são sacrificados ou doados para estudo em universidades, onde muitas vezes são torturados em experiências dolorosas (vivissecção), após as quais a morte é um verdadeiro alívio sendo que a ccz ñ se dá o trabalho de tratar o animal mesmo que o problema dele seja simples.

2. A própria Organização Mundial da Saúde NÃO recomenda a simples captura e extermínio de cães e gatos como forma de controle populacional e combate às zoonoses (doenças transmitidas por animais). A OMS aponta como medidas eficazes o controle de natalidade pela esterilização, o controle ambiental e principalmente a educação para a posse responsável de animais de estimação. A "carrocinha", além de ser um método cruel e ilegal, não representa solução para os bichos sem dono nos centros urbanos. Além de não ser humanitária, a política de extermínio não é econômica nem racional. Em relação à prevenção da raiva, relatos de áreas de foco no México e Colômbia indicaram que a apreensão e eliminação de animais não preveniu novos focos da doença, devendo-se atuar na imunização (vacinação) e conscientização da população para que cuide de seus animais.

3. Os órgãos de Saúde Pública costumam potencializar a transmissão de doenças como desculpa para a matança sistemática de animais domésticos. Em geral os cães e gatos contraem doenças devido à negligência e falta de informação da própria comunidade, principal responsável pelo abandono de animais nas vias públicas. Mais uma vez, matar não é a solução. Enquanto a população não for orientada, continuará permitindo a procriação descontrolada de animais que passarão a viver nas ruas sem alimentação, higiene e cuidados preventivos, tendo como conseqüência as doenças. Trata-se de um ciclo vicioso onde os animais são vítimas da irresponsabilidade dos seres humanos.

4. Por outro lado, quem convive responsavelmente com animais de estimação sabe dos benefícios que os mesmos trazem às pessoas. Estudos internacionais comprovam a eficácia da presença de cães, gatos e cavalos como suporte à terapias com crianças com problemas físicos e emocionais (zooterapia). Ainda, os animais de estimação desempenham papel fundamental como companhia de pessoas idosas. Sendo assim, a tentativa do poder público de apresentar os animais como "criminosos", verdadeiras ameaças ao bem estar dos seres humanos, além de injusta, infere pânico à população, contribuindo ainda mais para sua ignorância com relação ao assunto, além de incentivar atos ilegais de abandono e maus tratos.

5. Em nome da saúde pública, atrocidades estão sendo cometidas pelos Centros de Controle de Zoonoses (CCZs) em todo o Brasil, com denúncias de animais mortos em câmaras de descompressão, por injeção letal sem aplicação prévia de anestésico, com eletrochoques e até a pauladas.

6. Tradicionalmente todos os animais, sem distinção de idade, espécie, tamanho ou estado de saúde, são manejados através do cambão, que é um laço fixado a um cabo rígido para evitar a aproximação do animal de quem os maneja. O cambão produz resultados desastrosos, ocasionando ferimentos, mutilação e até mesmo a morte do animal apreendido.

7. Em geral não há registros formais relativos ao número de animais apreendidos, motivo do sacrifício (curiosamente, em alguns casos, todos os animais que entram nos CCZs estão doentes a ponto de serem sacrificados), e principalmente, o método de sacrifício. Quando entregues para estudo nas universidades ou doados para entidades de proteção, não há registros que comprovem a recepção do animal no seu destino, oportunidade para que abusos ocorram sem que ninguém tome conhecimento. A falta de controle nos CCZs tem ainda como conseqüência a morte de animais antes do prazo legal para resgate pelos donos. Em municípios sem dispositivos de cadastramento e identificação de cães, o problema é maior, visto que nos casos de fuga ou perda dos animais, não há condições de localização do dono a curto prazo. A falta de informação faz com que muitos donos não consigam chegar a tempo de salvar seus companheiros da morte.

8. Os CCZs sacrificam animais lá entregues por seus próprios donos. Este fato lamentável ocorre por diversas razões, desde a falta de condições de pagar tratamento veterinário, até por que o animal velho está sendo substituído por um filhote (em tempos de pessoas descartáveis, o que sobra aos animais ?) Na maioria das vezes, estas pessoas que transferem sua responsabilidade aos demais contribuintes, em pouco tempo voltam a comprar animais e reincidem no erro. Nestes casos a Prefeitura está não só utilizando indevidamente o dinheiro do contribuinte. Abre portas para uma forma cômoda de descarte, incentivando o comportamento irresponsável.

9. Se você for contra a "carrocinha", SAIBA QUE NÃO ESTÁ SOZINHO. A disseminação de informações, principalmente via Internet, faz com que cresça a cada dia o número de cidadãos que repudiam este método arcaico no tratamento da problemática dos animais urbanos. Eleitores e contribuintes não querem mais que seu dinheiro seja desperdiçado com ações que não apresentam solução definitiva ao problema. Felizmente, aumenta também o número de políticos progressistas que já estão trabalhando por campanhas educativas e de esterilização em seus municípios. Pessoas bem informadas concordam que a "carrocinha" representa uma visão tão antiga e atrasada quanto o próprio termo popular, originado do fato dos animais apreendidos serem transportados por um veículo de tração animal.

10. LEIS QUE PROTEGEM OS ANIMAIS:
Declaração Universal dos Direitos dos Animais,1978
Constituição Federal, Art. 225
Lei 9.605/98 (LEI DE CRIMES AMBIENTAIS), Art.32
Decreto Federal N° 24.645/34

cavalos não são objetos que podem ser descartados


Não dá mais para fingirmos que as inúmeras carroças existentes na cidade nada significam. Carroceiros excedem-se em abusos e infrações. Muitos são mestres em atrocidades para com os animais, impondo-lhes um calvário de dores e privações de direitos.

Considerando-se as exceções, os bichos trabalham o dia todo sob pressão e chibatadas, sem comer, beber ou descansar, e, não raras vezes, são alugados pelo dono irresponsável para trabalharem também no período noturno. Os apetrechos - que os prendem covardemente à carroça - causam-lhes ferimentos e desconforto, além de ficarem expostos às intempéries, como sol forte ou chuva e frio. Alijados de suas condições naturais de vida, à noite, solitários, são presos em cubículos ou amarrados em arbustos, quando não saem a vagar procurando por comida. Cavalos doentes, éguas prenhes e burricos vêm da periferia, de lugares longínquos, e percorrem dezenas de quilômetros todos os dias. São agredidos, tratados com despreparo e negligência. Resultando: animais apáticos, tristes, castrados, desnutridos e subjugados. Deles tudo é tirado, desde a cria até a liberdade.

Pelo fim das carroças

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Testes em animais


Ninguém se preocupa de onde vem seu esmalte ou seus cremes e quem pagou realmente caro por isso desculpe-me isso me revolta!

Os Testes Mais Comuns

Teste de Irritação dos Olhos: É utilizado para medir a ação nociva dos ingredientes químicos encontrados em produtos de limpeza e em cosméticos. Os produtos são aplicados diretamente nos olhos dos animais conscientes. Os coelhos são os animais mais utilizados nos testes Draize, pois são baratos e fáceis de manusear. Seus olhos grandes facilitam a observação dos resultados. Para prevenir a que arranquem seus próprios olhos (auto-mutilação), os animais são imobilizados em suportes, de onde somente as suas cabeças se projetam. É comum que seus olhos sejam mantidos abertos permanentemente através de clips de metal que seguram suas pálpebras. Durante o período do teste, os animais sofrem de dor extrema, uma vez, que não são anestesiados. Embora 72 horas geralmente sejam suficientes para a obtenção de resultado, a prova pode durar até 18 dias. Muitas vezes, usam-se os dois olhos de um mesmo coelho para diminuir custos. As reações observadas incluem processos inflamatórios das pálpebras e íris, úlceras, hemorragias ou mesmo cegueira. No final do teste os animais são mortos para averiguar os efeitos internos das substâncias experimentadas. No entanto, os olhos de coelho são um modelo pobre para olhos humanos.

- a espessura, estrutura de tecido e bioquímica das córneas do coelho e do humano são diferentes;

- coelhos têm dutos lacrimais mínimos (quase não produzem lágrimas);

- resultados de testes são sujeitos às interpretações ambíguas;

- o que aparenta ser um dano grave para um técnico pode parecer brando para um outro.


Teste Draize de Irritação Dermal: Consiste em imobilizar o animal enquanto substâncias são aplicadas em peles raspadas e feridas (fita adesiva é pressionada firmemente na pele do animal e arrancada violentamente; repete-se esse processo até que surjam camadas de carne viva). Substâncias aplicadas à pele tosada do animal. Observam-se sinais de enrijecimento cutâneo, úlceras, edema etc..

Teste LD 50: Abreviatura do termo inglês Lethal Dose 50 Perercent (dose letal 50%). Criado em 1920, o teste serve para medir a toxicidade de certos ingredientes. Cada teste LD 50 é conduzido por alguns dias e utiliza 200 ou mais animais. A prova consiste em forçar um animal a ingerir uma determinada quantidade de substância, através de sonda gástrica. Isso muitas vezes produz a morte por perfuração. Os efeitos observados incluem dores angustiantes, convulsões, diarréia, dispnéia, emagrecimento, postura anormal, epistaxe, supuração, sangramento nos olhos e boca, lesões pulmonares, renais e hepáticas, coma e morte. Continua-se a administrar o produto, até que 50% do grupo experimental morra. A substância também pode ser administrada por via subcutânea, intravenosa, intraperitoneal, misturada à comida, por inalação, via retal ou vaginal. As cobaias utilizadas incluem ratos, coelhos, gatos, cachorros, cabras e macacos. No fim do teste, os animais que sobrevivem são sacrificados. Anualmente, cerca de 4 a 5 milhões de animais nos EUA são obrigados a inalar e a ingerir (por tubo inserido na garganta) loções para o corpo, pasta dental, amaciantes de roupa e outras substâncias potencialmente tóxicas. Mesmo quando o LD 50 é usado para testar substâncias claramente seguras, é praxe buscar a concentração que forçará a metade dos animais à morte. Assim os animais têm de ser expostos a exorbitantes quantidades da substâncias proporcionalmente impossíveis de serem ingeridas acidentalmente por um ser humano. Este teste não se constitui em método científico confiável, haja vista que os resultados são afetados pela espécie, idade, sexo dos animais, bem como as condições de alojamento, temperatura, hora do dia, época do ano e o método de administração da substância. Um prognóstico seguro da dose letal para os humanos é impossível de ser detectado através dos animais.



Testes de Toxidade Alcoólica e Tabaco: Animais são obrigados a inalar fumaça e se embriagar, para que depois serem dissecados, a fim de estudar os efeitos de suas substâncias no organismo. Mesmo sabendo que tais efeitos já são mais do que conhecidos.

Experimentos de Comportamento e Aprendizado: A finalidade é o estudo do comportamento de animais submetidos a todo tipo de privação (materna, social, alimentar, de água, de sono etc.), inflição de dor para observações do medo, choques elétricos para aprendizagem e indução a estados psicológicos estressantes. Muitos desses estudos são realizados através da abertura do cérebro em diversas regiões e da implantação de eletrodos no mesmo, visando ao estímulo de diferentes áreas para estudo fisiológico. Alguns exemplos: Animais têm parte do cérebro retirada e são colocados em labirintos para que achem a saída; animais com eletrodos implantados no cérebro são ensinados a conseguir comida apertando um botão, caso apertem um botão errado recebem um choque elétrico; animais operados e com estado meramente vegetativo são deixados durante dias inteiros em equilíbrio, sobre plataformas cercadas de água, para evitar que durmam. Filhotes recém nascidos são separados de suas mães etc..


Experimentos Armamentistas: Os animais são submetidos a testes de irradiação de armas químicas (apresentando sintomas como vômito, salivação intensa e letargia). São usados em provas biológicas (exposição à insetos hematófagos); testes balísticos (os animais servem de alvo); provas de explosão (os animais são expostos ao efeito bomba); testes de inalação de fumaça, provas de descompressão, testes sobre a força da gravidade, testes com gases tóxicos. São baleados na cabeça, para estudo da velocidade dos mísseis. Os animais normalmente usados são ovelhas, porcos, cães, coelhos, roedores e macacos. Os testes são executados meramente para testar a eficiência de armas de guerra, e não para aperfeiçoar o tratamento de vítimas de guerra.

Pesquisa de Programa Espacial: Em geral são usados macacos e cães. Normalmente os animais são lançados ao espaço por meio de balões, foguetes, cápsulas espaciais, mísseis e pára-quedas. São avaliados os parâmetros fisiológicos das cobaias por meio de fios, agulhas, máscara etc.. Testes comportamentais e de força da gravidade também são realizados.

Teste de Colisão: Os animais são lançados contra paredes de concreto. Babuínos, fêmeas grávidas e outros animais são arrebentados e mortos nesta prática.

Pesquisas Dentárias: Os animais são forçados a manter uma dieta nociva com açúcares durante três semanas ou têm bactérias introduzidas em suas bocas para estimular a decomposição dos dentes. Depois disso, são submetidos aos testes odontológicos. Muitas vezes, os animais têm suas gengivas descoladas e a arcada dentária removida. Os animais mais usados são macacos, cães e camundongos.


Dissecação: Animais são dissecados vivos nas universidades e outros centros de estudo.

Cirurgias Experimentais e Práticas Médico-Cirúrgicas: Cães, gatos, macacos e porcos são usados como modelos experimentais para o desenvolvimento de novas técnicas-cirúrgicas ou aperfeiçoamento das já existentes. Cirurgias toráxicas, abdominais, ortopédicas, neurológicas, transplantes são constantemente realizadas. Não é raro ver animais mutilados, tendo seus membros quebrados, costurados, decapitado sem nenhum uso de anestesia!

Experimentação Animal na Educação: São várias as finalidades dos experimentos realizados com animais em universidades brasileiras: observação de fenômenos fisiológicos e comportamento a partir da administração de drogas; estudos comportamentais de animais em cativeiro; conhecimento da anatomia interna; e desenvolvimento de habilidades e técnicas cirúrgicas. Os experimentos são comuns em cursos de Medicina Humana e veterinária, Odontologia, Psicologia, Educação Física, Biologia, Química, Enfermagem, Farmácia e Bioquímica. Essas práticas vêm sendo severamente criticadas por educadores e profissionais. Seus argumentos são de ordem ética e, em alguns casos, técnica, levantados em favor de educação mais inteligente e responsável. Abaixo estão descrições breves dos experimentos mais encontrados nas universidades.
.... legenda....
LD: dose letal
LD50:dose capaz d matar 50%dos individuos sob teste.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Resex ( Unidades de Conservação )


O que é uma resex?

A Reserva Extrativista é uma Unidade de Conservação destinada à exploração auto-sustentável e conservação dos recursos naturais renováveis por populações nativas e extrativistas. Tem como próposito garantir a terra as famílias nativas e extrativistas, conservar os recursos naturais por meio de sua exploração sustentável, organizar, capacitar ou fortalecer o processo de organização dos moradores para a co-gestão com o IBAMA dos espaços e recursos naturais, e implementar alternativas de renda que propiciem a melhoria da qualidade de vida das famílias que habitam na área". Dentre estas alternativas vislumbra-se o turismo sustentado e/ou turismo ecológico como forma de diversificar as atividades da comunidade.

A viabilização da Reserva Extrativista é de grande importância para a sustentabilidade dos ecossistemas existentes e da população que compõem a paisagem. "a reserva extrativista é um instrumento de ressurgimento do"comum" e seu reconhecimento social mostra a importância de se repensar e se reconstruir as formas tradicionais de apropriação de espaços e recursos naturais renováveis na gestão ambiental, na proteção da biodiversidade e da diversidade sócio-cultural".

Resex Chico Mendes


A economia do Estado do Acre sempre esteve baseada no extrativismo vegetal, ancorado pela extração de látex, pela coleta de castanha-do-brasil e pela extração de madeira. Esta economia tem características bastante frágeis em decorrência da desestruturação do sistema tradicional de produção de borracha, ainda o principal produto do extrativismo, da falta de política de produção, de preços e de mercados que estimulem o beneficiamento ou a industrialização dos produtos na região, bem como da falta de conhecimento científico direcionado à identificação do potencial de aproveitamento da região em bases sustentáveis.
Neste contexto, a elaboração de uma base de dados, que possibilite a compreensão do sistema ambiental, subsidiaria o planejamento e a gestão ambiental da Reserva Extrativista Chico Mendes visando a utilização racional dos recursos naturais desta área.

É a maior Reserva Extrativista do Brasil, com uma área de 931.062 ha, com uma população estimada em 9.000 habitantes, conferindo uma densidade demográfica de 0,9 hab/Km2; ao total são 1.500 famílias distribuídas na area.

A metodologia de análise ambiental envolve o uso de um Sistema de Informações Geográfica (SIG-IDRISI e SIG-MAPINFO), empregados para a realização do mapeamento da hidrografia, hipsometria, modelo digital de elevação do terreno, clinografia, malha viária, solos, ação antrópica, e uso do solo. Os elementos estruturais da paisagem foram analisados dentro de três bacias hidrograficas (as dos rios Acre, Xapuri e Iaco), identificadas a partir da análise do mapa de hidrografia. Estas bacias de acordo com suas características individuais foram divididas em 4 Unidades de Gerenciamento (UGs), que foram utilizadas como unidade de estudo. A análise ambiental das UGs permitiu interpretar as condições ambientais da área de estudo e em seu entrono relacionadas aos aspectos sociais e interferências antrópicas.


Os resultados do presente estudo, permitiram observar que a RECM possui apenas 1% de área com ação antrópica, distribuídos de forma heterogênea, geralmente associados à presença de colocações, enquanto que seu entorno possui 16,73% de área com ação antrópica concentrados principalmente na região Sul e Sudeste, com dois usos principais para o solo, pecuária e agricultura itinerante (veja a figura abaixo). Deste modo concluímos que a RECM vem cumprindo seu papel de Unidade de conservação de Uso Sustentável, especialmente por sua grande extensão e densidade demográfica, entretanto, seu entorno apresenta-se bastante comprometido com os mais diversos tipos de atividades antrópicas, sugerindo a necessidade urgente de se observar os preceitos legais para utilização da zona de amortecimento, bem como o monitoramento constante em relação à evolução da atividade antrópica em seu interior e entorno.



A reserva extrativista foi criada para prestar o serviço de proteger os recursos naturais como meio de vida e durante algum tempo foi usada como símbolo da luta do movimento ambientalista liderado no Acre por Chico Mendes em defesa das florestas da Amazônia. Após 18 anos de criação, a reserva se transformou em cenário de ilegalidades estimuladas por seu próprio plano de uso.

O plano pretendia assegurar a auto-sustentabilidade mediante a regulamentação da utilização dos recursos naturais e dos comportamentos a serem seguidos pelos moradores. Nada disso aconteceu. Embora exista ocupação legal, mais de 45 mil hectares de floresta da reserva Chico Mendes já foram convertidos em pastagens para a criação de gado, de acordo com dados do monitoramento realizado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais.